A luz que vem de cima

Olá…

É a Neurastênica que vos fala.

Hoje perguntaram quando eu postaria algo novo e acabei por me comprometer a isso. Digo, pra HOJE.

Eu estou constantemente twittando pequenos lampejos que me ocorrem e que repasso ao @Gethbond na esperança de que ele os utilize de alguma forma. Contudo, sei (sabemos) que as ideias não surgem tão simplesmente assim, mas em união com outras e outras e outras. Assim, o que ele não gosta ou que, até o momento, não lhe serviu de nada, vai para uma listinha .txt que fica sempre aberta aqui na tela e de onde tiro os temas para trazer para vocês.

Li e reli essa lista e finalmente me decidi por um dos twitts… que foi…

“e se o sol começasse a agir de diferentes formas sobre as pessoas, tornando-se tóxico pra umas e alérgico para outras?”

Eu diria que esta história seria uma ficção/aventura ou drama, dependendo do ângulo abordado. Pode ser uma aventura dramática fictícia. rs.

Imaginem-se em suas camas, acordando cedo, por volta das 6 da matina. Seu bairro ainda silencioso, talvez por ser mais residencial, longe da barulheira de um centro comercial. Você abre os olhos e vê que o sol mal invadiu seu quarto. Você se levanta e vai ao banheiro quando ouve um grito. Você corre para a janela de seu sobradinho e vê a vizinha sendo consumida por chamas vorazes. Outros que tentam socorrê-la de alguma forma não notam imediatamente, mas algo acontecia com eles também.

O pior já passou e as autoridades estão chegando para apurar o caso enquanto o marido da churrasco começa a reclamar da vista que lhe falha e outro vizinho vê sua pele mudando de cor diante de seus olhos.

A partir daí nota-se um mundo entrando num caos sempre crescente onde as pessoas só se sentem seguras longe da luz solar.

Eu vejo a incerteza do que poderá acontecer àqueles que não se expuseram ao sol. A incerteza daqueles que se expuseram e não sabem se algo está acontecendo com seu corpo ou se acontecerá. O medo daqueles que entram em combustão, mas foram capazes de evitar a morte após ter uma mão ou pé queimado. O sentimento de superioridade, orgulho ou fé daqueles que não sofreram efeitos maléficos, mas foram sim, nutridos ou alterados de alguma forma para melhor.

O que estaria acontecendo com o Sol? Seria ele o causador desses efeitos? Seria a camada de ozônio ou alguma outra camada nova? Foi uma experiência do governo? Alienígenas? Deus? Faz parte de uma seleção natural? Tem a ver com os pecados de cada um? Com a bondade ou índole de cada ser? Por que os animais não são afetados? Ou são?

Que outros efeitos a luz do sol pode ter sobre os seres?

Causa alergia, alimenta, simplesmente arde, esfria em vez de esquentar, cega, causa alucinações (visuais, táteis, sonoras), faz rir, deprime, engorda, emagrece, envelhece, rejuvenesce, mata instantaneamente, muda cor da pele, faz com que se ouça os pensamentos de quem está sobre a luz solar, dá força, dá vigor, deixa invisível, dá fome, cura de doenças, … mas só enquanto estiverem sob a luz do sol. Saiu, volta tudo ao normal… menos quem já mór-réu!

E aí? Isso iluminou suas ideias? Que outros efeitos podem ser atribuídos? Que conjuntos de efeitos podem ser aplicados a diferentes gêneros de histórias? Exemplo, se quero escrever um thriller ou drama, podemos atribuir somente os efeitos mais mortais e, quem sabe, um ou outro que leve as pessoas, apesar de todo o sofrimento, a se exporem à luz na esperança de…

Outro jeito de lidarmos com isso é fazendo com que os efeitos sejam sempre os mesmos em todo mundo, mas a cada X tempo, quando o sol está mais perto ou mais longe do planeta, os efeitos são outros. Podemos dizer que num ano todos riem ao sol. X anos depois, todos são curados de pequenas mazelas. Mais X anos e todos rejuvenescem poucos anos… até que num belo dia, no primeiro em que os efeitos deveriam começar, talvez durante um festival de comemoração desse fenômeno, algo de ruim aconteça. Ou mortes ou doenças ou algo negativo, mas não terminal. (essa foi uma colaboração do @thiagocfm)

好吧! É isso…

Até o próximo post!

Polineusa desligando…

Vampiros e Vampiros

Olá, gentê!

Por enquanto não irei me preocupar tanto com a baixa frequência no blog por que, ainda assim, estarei atingindo um dos objetivos a que me propus: deixar registrado um espaço de ideias para que os interessados o acessem.

Então, vamos destilar o próximo assunto que foi do twitter “Lembrei de um sonho no qual eu me tornava um vampiro sempre que colocava minhas lentes de contato (grau). Meus dentes eram de vidro.”

Primeiro quero fazer uma pergunta: Quem somos nós para limitarmos o que um vampiro representa? Digo, existem tantas incontáveis versões folclóricas para tal criatura que não vejo um motivo lógico para querermos dizer que um vampiro é dessa ou daquela forma. Se você quer que o seu brilhe no sol, problema seu. Também não sou obrigado a gostar, mas não acho que esteja em nossas mãos dizer que este é ou não um “vampiro”.

Tendo dito isso, vou para a segunda pergunta: E o que é um vampiro? Para mim é um ser amaldiçoado a viver eternamente… e para isso, precisa se alimentar da vida dos homens.

Quando digo amaldiçoado, quero dizer que ser um vampiro não estava bem em seus planos. Quando eu digo que ele se alimenta da vida, não me refiro somente ao sangue, pois alguns sugam a energia vital de suas vítimas.

Seria só isso? Claro que não… eu escrevi a primeira coisa que me veio à mente. E a primeira palavra foi MALDIÇÃO. E isso é MINHA opinião, que fique bem claro. É desta forma que costumo pensar.

Mas vamos ver as características mais comuns dos vampiros pop soltos por aí.

1. problemas com o sol – uns não toleram, outros apenas ficam mais fracos, e os mais “comuns” não sobrevivem quando expostos.

2. sangue – check! Todos bebem sangue. Digo, precisam, mas uns são vegan (rs).

3. dentes – para beber sangue, mas no Fome de Viver, com David Bowie e Catherine Deneuve não era bem assim.

4. força – normalmente sobre-humana, mas em Being Human (UK) eles não parecem ter essa força toda.

5. velocidade – alguns mais outros menos velozes, mas em um filme dos anos 90 que não consigo agora encontrar referência alguma, ele tão somente era um homem com dentes afiados que não morre nunca a não ser exposto ao sol.

6. caixão – acho que está ultrapassado, mas alguns precisam de terra/areia de sua terra natal para dormir.

7. sentidos – é a mesma coisa da força e da velocidade… alguns os tem melhorados, outros não. Em uma mesma história podemos encontrar estas diferenças entre eles, vide qualquer um da Anne Rice antes de ser tocada por Jesus.

… acho que podemos listar muitos detalhezinhos como “não poder deixar de contar grãos”, “ser vulnerável à prata”, “ter medo da cruz”, “não atravessar água corrente”…

ahahah! Lembrei até de um filme cômico onde para se transformar alguém em vampiro tinha de se morder a vítima 3 vezes. E para reverter o processo, bastava-se reativar o trato digestório. Weird?!

Bem, tudo isso para dizer que quem faz o vampiro não são simplesmente seus atributos, poderes e defeitos, mas sua história. Vampiros que não sofrem e não se vêem amaldiçoados acabam parecendo super-heróis ou super-vilões tão somente. Não que não possam ser, mas estes acabam por fugir de seu manto de sugador de vida e caçador da noite. Quer queiramos ou não, o que é popular é que “dita” um pouco de como os vemos.

Então, por que não brincar com esses poderes, essas vantagens, com as desvantagens, com o sofrimento e criar algo verdadeiramente novo?

Algo que acabou de me ocorrer… eles têm espírito? Onde estariam os espíritos dos vampiros? Poderia ser esta a forma de se livrar da maldição, liberando seu espírito de algum lugar, algum limbo, alguma relíquia, algum lugar amaldiçoado?

E que tal dizer que quando um homem é infectado, a força mística do sangue e a vontade de seu criador lutam constantemente para separar o espírito do instinto, separar a humanidade da bestialidade. E toda vez que essa besta toma conta, pelo motivo que for, é como se tivesse uma experiência extra-corpórea, pois ele se destaca do próprio corpo e assiste ao banho de sangue que se segue.

E se o vampiro é uma criatura mantida por uma força mágica, por que ele mesmo não ser mágico? Digo, indo na contramão do blablablá que temos hoje em dia com tanta explicação biológica e lógica do porquê ele existe e como funciona. E temos mesmo que saber disso tudo? Ele pode até relatar como se sente, como vê as coisas e como interage diferente agora que é um novo ser, mas nem por isso todas as conclusões que tira são necessariamente corretas.

E se o vampiro é desdentado e rouba vida com um beijo, deixando para trás um corpo seco? Eu vejo os Sleepwakers do Stephen King como vampiros.

E se vampiros são mais difíceis de serem criados? Muita gente pode morrer envenenada pelo sangue do vampiro e somente uma % bem pequena ressurge. E isso pode levar muito tempo fazendo com que a pessoa surja decrépita e aos pedaços, precisando de muito sangue/vida para se recompor.

E se pessoas infectadas morrem, voltam como zumbis e somente após muito se alimentarem tornam-se vampiros? Mas unir duas criaturas? E por que não? Drácula também transformava-se em algo meio lobo meio homem.

E se os vampiros, após beberem o sangue das vítimas injetam, pelos próprios dentes (como cobras), o que as tornará vampiros? Aqui já estou tirando seu sangue da equação. Afinal, ele é um ser mágico, não precisa ter nada visível no sangue (bacterias, virus, etc) se não quisermos.

E quanto às desvantagens? Reflexo no espelho, só entrar numa casa se convidado… isso tudo você pode ver no Dark Prince como as superstições de seu país se incorporaram na lenda de Drácula, que acabaram sendo transmitidas pra figura do vampiro. E que tal buscarmos superstições nossas e distorcê-las um pouco. Seria muito trash dizer que leite com manga mata um vampiro? Ou comer feijoada à noite? LOL!

E a pergunta que não quer calar: por quê um morcego? Tá eu sei… é uma criatura da noite e existem morcegos vampiros (hematófagos). Mas, se “existem” lobisomem e panteromem, por que não existiriam outras criaturas “similares” com “base” num bicho diferente? Quero dizer, em algumas histórias vemos pessoas amaldiçoadas a se tornarem animais na lua cheia. O pano de fundo parece bem semelhante. Então, não vejo mal em se ter vampiros que tendam à outras criaturas que não o morcego. Ok… eu sei que vampiro não é uma cruza de gente com morcego, mas em muitas retratações, é.

Em Drácula vemos que é como se as lendas dos vampiros e lobisomens surgissem dele, pois ele tanto toma a forma de morcegos como de homem-lobo. E diga-se de passagem, adoro quando o lobisomem é um híbrido de respeito e não um lulu. Então, quer me dizer que ele pode tomar a forma do que quiser? Morcego, ratos, vapor, lobo…

E por que vampiros não são apenas criaturas da escuridão que tomam a forma humana para se alimentar? Isso me lembra aquele filme Mutação, das baratas gigantes que imitam homens para se aproximar das vítimas. Naquele mesmo filme que mencionei lá em cima (Dança Macabra ou da Morte), vampiros não são humanos infectados. São outra raça. Eles não estão mortos, e nascem de mamães vampiras.

Aqui voltando pra alimentação, temos muita coisa pra servir de rango pros dentuços. Se lhes falta vida, que seja a energia vital que os alimente. Se falta sangue, talvez por estarem mortos e não mais o produzirem, que seja o ouro rubro seu prato predileto. Se lhes falta um espírito… por que não, então, ser esta a sugestão do chef? E quando o espírito estiver destroçado, depois de várias visitas do ser, ele pode escolher doar-lhe seu sangue místico para que a vítima mantenha-se viva, mesmo sem seu espírito. E como estes vampiros morreriam? Eu digo que se perderem todo o sangue eles morrem. Quem sabe, se quiserem manter o sol como um elemento chave, podemos dizer que a luz do sol pulveriza o sangue… ou algo assim.

O que acham? Dentre todos já criados, quais são aqueles que melhor representam a classe? Como é um vampiro para você?

É isso…

Até o próximo post!

A Neurastênica.