Diários diários

O título é tão somente uma forma de me alfinetar, relembrando-me de quando iniciei a usar o ViJournal (Mac, iPad, iPhone) para guardar todo e qualquer pensamento que pudesse sofrer alguma mutação e vir a se tornar algo interessante para se escrever. Quero dizer, era pra ser colocado algo lá diariamente. Infelizmente isso nunca ocorreu.

Venho aqui mostrar-lhes como organizo (se é que posso atrever-me a usar essa palavra) meus pensamentos. Primeiro existe o ViJournal, programa que cria entradas diárias de texto, som ou vídeo. Algo bem simples. E após 2 anos de uso, ele está assim…

É visível qual dos diários é o mais utilizado. Aquele chamado Sombras é o mesmo Mundo que hoje apenas chamo de “Meu Mundo“, por não achar que Sombras ainda adequado.

Abaixo, anexo a imagem da última entrada neste diário (Sombras), onde tento pela primeira vez fazer uma divisão do tempo de existência do universo em eras. Nada definitivo, mas não ficou muito longe do que acho ideal. Como isso foi apenas uma ideia solta, não é algo que considero já incorporado na história.

O sistema de busca é semelhante ao do Word ou de qualquer outro programa com tal opção. Isso facilita buscar o que preciso no meio da bagunça que costumo fazer. Acredite, é bem mais fácil e rápido que buscar lembranças em meu HD cerebral, rs.

Outro programa que uso bastante é o Springpad, para iPad, iPhone, web e existe como extensões para alguns navegadores. Ele não faz nada diferente do Evernote, mas após quase um ano tentando me acostumar com o Jotalhão, vi o quanto o Springpad era “melhor” quando vi que em apenas um dia já o utilizava sem precisar me forçar para tanto. E quando digo “melhor“, refiro-me a algo bem pessoal mesmo. Enfim, este é o meu Springpad:

Ele é o motivo pelo qual falho em criar entradas no ViJournal, pois adicionar entradas ao Springpad é mais fácil e rápido. É vero que me prontifico para transferir o que coloco no SP para o Journal, mas isso nunca acontece. 😦

E voltando ao elemento criativo da coisa… vou dar-lhes uma ideia do que é cada uma dessas entradas… os nomes são apenas palavras pelas quais me lembro do que se tratam de uma forma mais rápida. Poucos mantiveram/manterão esses títulos.

Alfa-beta: uma aventura em um planeta onde todos os seres possuem normalmente duas personalidades bem distintas. Quem foge à regra sofre de algum distúrbio a ser tratado.

Blogs: ideias para os meus dois blogs.

DaM: ideia que inicialmente me causou uma certa vergonha por ter vindo de um clip da Britney Spears. Em um mundo à beira de seu fim, a única forma de se prevenir a própria morte é dançando para entidades… enfim. Se quiser ver o clip, clica no nome da fulana-que-não-canta e tira o som. O que me importou foram algumas imagens do clip. Ah, claro, a ideia já vinha de outro lugar… MATRIX RELOADED.

Delerium: Delerium foi uma palavra tirada de um projeto musical (assim como Enigma) para nomear um jogo de RPG que criei e mestrei para amigos. Ele todo se passa no mundo dos sonhos. Isso deve ter sido por volta de 2005 ou antes. Sou péssimo com datas. Depois de algum tempo me ocorreu a ideia dos MenteCaptus. São pessoas peculiares com a habilidade de se jogar na mente das pessoas e interagir lá dentro em busca de informações e na tentativa de resolver problemas. Acho que MenteCaptus não está mais na lista por ter fundido as ideias.

DeZumanos: aventura em um mundo onde a única diferença entre os “humanos” e os “desumanos” é seu QI. Desumanos são aqueles tratados como animais num planeta onde animais como os conhecemos na terra não existem. O Z foi brincadeira com o FormiguinhaZ e com o fato da estória girar em torno de dez desumanos.

Frank: foi um conto escrito pra uma antologia a ser lançada pelo Rochett Tavares. Embora ela esteja no meu blog, não costumo divulgá-la por causa da antologia. Ela se passa durante o holocausto.

Gerações: Estória de várias gerações de um povo que encontrou uma forma única de conviver com a natureza, tornando-se um com ela através de transplantes de órgãos por frutas especiais.

Interseções: estória ainda crescendo… ela gira em torno da ideia de que “cada ser humano é um universo em si”.

Mario e o Caneco: nem devia estar mais aí. Duvido que o termine. Ele estava sendo escrito para um concurso. A estória conta a jornada de um menino tímido que se vê mudado no maior brigão do colégio e do bairro e que para isso bebia de um (a) caneco(a) que lhe dava a força e coragem de que precisava.

O Cubo: Este tevo o nome mudado para Nova Era. Assim como Gerações, tenho vontade de contar a estória de várias épocas diferentes através de inúmeros contos. Ele traz o que aconteceu após a morte do último ser humano em nosso planeta. “O Cubo” era o nome inicial, mas após escrever um conto para a última versão do concurso do FCdoB, acabei nomeando o conto e a estória toda “Nova Era”.

O Eixo do Tempo: Esse será uma casca dura em minha vida. O pensamento inicial é: e se nos deslocássemos no tempo e o espaço passasse, invertendo as ideias de tempo e espaço.

Oldar: Não me recordo de onde veio esse nome, mas é a estória de povos cujas formas de comunicação e percepção diferem absurdamente, causando interessantes acontecimentos.

Sombras: Eu sou INCAPAZ de explicar em menos de 3 horas tudo que espero que Sombras seja. No entanto, como foco, a estória traz vários grupos com crenças e organizações diferentes, trabalhando duro para impedir (ou não) o fim do mundo.

Sonhos: tento colocar aqui meus sonhos, mas acabam ficando espalhados por todo canto.

Super: estorinha pessoa que crio somente na mente enquanto tento pegar no sono… há mais de uma década… talvez duas. Um dia me perguntei POR QUE MOTIVO mantê-la somente em minha mente?

VanPyro: Como o nome diz… tem a ver com vampiros… e fogo. É a estorieta de um senhor de terceira idade que é tornado um vampiro e jogado no meio de um ritual de união de tribos. Quando a coisa não dá certo e as tribos começam a guerrear, ele se encontra no meio da disputa e sem entender ainda o que está acontecendo com seu corpo.

Zumbis: São as incontáveis regras zumbizóicas que criei para escrevem contos e livros levando-as em consideração. Cheguei a propor a ideia para o Rochett e outros e se desse certo, poderíamos criar uma antologia apenas com essas regras unindo todos os contos.

Mago: Informações sobre meu personagem de um jogo de RPG que estou jogando.

O Quarto do Sobrado: ideia de um conto onde um homem que procurava um apartamento para alugar, encontra um sobrado com preço bem acessível. Nele, apenas uma cama infantil. Sobre ela, um livro de estória… ele começa a ler e se vê obcecado em contar, não só aquela, mas qualquer história para… a cama?

TTC: informações e decisões sobre meu trabalho de conclusão do curso de especialização em Design Gráfico.

Mnemoniac: minha tentativa de criar uma criatura nova, assim como lobisomens, vampiros, zumbis…

Costumes: listas de costumes humanos que gosto de fazer quando vejo coisas que fazemos todos os dias, mas se pararmos para pensar… pq agimos assim?

Música: Tem a ver com o POST passado, onde tentei escrever músicas para espairecer.

O binóculo, o espelho, o álbum de fotografia e a mulher de meia idade: hahaha um conto que não sei onde vai parar.

De mãos atadas: Conto em que me construo como um assassino serial levando em consideração manias e esquisitices minhas.

O Buraco na Parede: Ideias pros contos que postei ONTEM.

Vale lembrar que as seguintes ideias surgiram em sonhos que tive e anotei: Sombras, O Cubo, Zumbis, Super, O Quarto do Sobrado, Gerações, O binóculo…, DeZumanos e Alfa-Beta. O resto me veio durante meus banhos, onde recarrego minha pilha criativa. RS.

Outros programas (Mac) similares ou não ao ViJournal, mas que me auxiliam em minha empreitada: Contour, OmniWriter, MacJournal, Pear Note, TimeFlyer e MindNode.

Espero que tenha sido interessante…

Até a próxima!

Alter-ego da Polineura

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Sendo Super

Olá, super-seguidores!
Como estamos todos?
Super?
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Já deu pra notar aonde estou indo com tanto “super”, né?
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Bem, farei aqui aquela famosa perguntinha… Se vocês tivessem um super poder ou conjunto de poderes, qual(is) seria(m)?
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Agora vamos para as considerações. Eu não quero ouvir respostas vazias e sem intenção não. E quero que vocês levem em conta suas vidas HOJE… Se você HOJE tivesse um ou vários poderes… Quais seriam?… Por que e, o mais importante, como isso mudaria a sua vida?
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Sabe qual o meu preferido? Telecinese. Mas adoro pensar nele além do óbvio. Eu levo a ideia da telecinesia ao nível subatômico. Minha ideia de telecineta é quase a de um deus, podendo mover átomos e criar coisas do nada.
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Mas quais as questões que TER PODERES levanta? Você já se perguntou? Você está certo de que seria capaz de ser super?
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Primeiro tem o problema da identidade. Não vamos pensar que um par de óculos nos serviria. Depois, tem o problema que pede que tenhamos uma identidade secreta: separar a vida super de nossa vida normal. Proteger nossos entes queridos.
Mas e o peso de se poder fazer algo extraordinário?
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Se imagine com o poder da cura. Você consegue enxergar o problema que isso lhe traria? Primeiro tem o problema religioso… Depois tem o problema social… Por que não curar a todos? Você teria fôlego pra isso?
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E os que chegariam oferecendo dinheiro para furar a fila? Ah, você não cura por dinheiro? Bem, os médicos tão aí pra provar que usar suas habilidades de cura para ganhar dinheiro não é pecado. Se eles podem, por que você não? Policiais ganham também pra proteger. De repente a imagem do Capitain Amazing não é tão absurda assim, com seu uniforme cheio de patrocínios.
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E quem merece sua cura? Quem chegar primeiro? Quem for mais influente? Quem tiver mais dinheiro?
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Você tem capacidade psicológica necessária para ter esses poderes? Como você lida com momentos de tensão e stress? Quando provocado? Quando humilhado? Você cortaria (sem querer) a cabeça de um babaca que te tirasse do sério com o raio que sai de sua boca?
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E se você pertence a uma minoria ou simpatiza com sua causa? Como é quando você dá de cara com tanta intolerância e hipocrisia no mundo? Dá vontade de destruir tudo e reconstruir do zero, não!?
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E se a única salvação da humanidade está em suas mãos, filho de Deus pai, todo poderoso, enviado por Ele mesmo à terra para livrar os pecadores de sua eterna dor?
E se o culto ao lado só ora e louva nas horas mais inoportunas? Você vai mostrar-lhes o caminho do paraíso?
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E a lei? Você se encaixa nela? Você está acima dela?
E você em relação aos humanos?
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Ora, se por vezes alguém se sente mais que outros por ter um celular melhor ou um carro melhor, por que motivo isso seria diferente se você pudesse mais? Voar? Criar imensas bolas de fogo? Controlar os elementos? (adoro série como THE 4400, que trazia uma nova forma de se ver habilidades extraordinárias. Os poderes eram bem específicos e serviam a propósitos específicos. Fascinante!)
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O pensamento é o seguinte: quando você anda, você se importa com as pequenas formigas aos seus pés? Quantas formigas e baratas e outros insetos você matou ontem? Não lembra? Isso acontece por você não se importar com eles.
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Será que você mudaria sua forma de pensar e ver o mundo uma vez que o mundo ao seu redor passaria a ser visto com outros olhos? E se você descobrir que existe vida após a morte… por que a vida continuaria tão importante?
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São muitas questões e acho que nada que tenha falado aqui é novidade. Só digo uma coisa… a maior mentira da humanidade é dizer que “deus dá o cobertor de acordo com o frio”. Isso é balela pra fazer os mais fracos acreditarem em si e em sua capacidade de superar as dificuldades. Nem todo mundo supera.
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E você? Superaria a dificuldade de um dia acordar Super ou isso não seria dificuldade?
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Um super-tial pra vocês.
Stay creative!
A Neura.
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PS: deixo vocês com a cantiga A Place in Time da abertura de THE 4400. Só eu sei a falta que sinto dessa série.
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Ps2: Ah, aproveito e deixo a dica também da interessante série Alphas.
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[atualizado]

A luz que vem de cima

Olá…

É a Neurastênica que vos fala.

Hoje perguntaram quando eu postaria algo novo e acabei por me comprometer a isso. Digo, pra HOJE.

Eu estou constantemente twittando pequenos lampejos que me ocorrem e que repasso ao @Gethbond na esperança de que ele os utilize de alguma forma. Contudo, sei (sabemos) que as ideias não surgem tão simplesmente assim, mas em união com outras e outras e outras. Assim, o que ele não gosta ou que, até o momento, não lhe serviu de nada, vai para uma listinha .txt que fica sempre aberta aqui na tela e de onde tiro os temas para trazer para vocês.

Li e reli essa lista e finalmente me decidi por um dos twitts… que foi…

“e se o sol começasse a agir de diferentes formas sobre as pessoas, tornando-se tóxico pra umas e alérgico para outras?”

Eu diria que esta história seria uma ficção/aventura ou drama, dependendo do ângulo abordado. Pode ser uma aventura dramática fictícia. rs.

Imaginem-se em suas camas, acordando cedo, por volta das 6 da matina. Seu bairro ainda silencioso, talvez por ser mais residencial, longe da barulheira de um centro comercial. Você abre os olhos e vê que o sol mal invadiu seu quarto. Você se levanta e vai ao banheiro quando ouve um grito. Você corre para a janela de seu sobradinho e vê a vizinha sendo consumida por chamas vorazes. Outros que tentam socorrê-la de alguma forma não notam imediatamente, mas algo acontecia com eles também.

O pior já passou e as autoridades estão chegando para apurar o caso enquanto o marido da churrasco começa a reclamar da vista que lhe falha e outro vizinho vê sua pele mudando de cor diante de seus olhos.

A partir daí nota-se um mundo entrando num caos sempre crescente onde as pessoas só se sentem seguras longe da luz solar.

Eu vejo a incerteza do que poderá acontecer àqueles que não se expuseram ao sol. A incerteza daqueles que se expuseram e não sabem se algo está acontecendo com seu corpo ou se acontecerá. O medo daqueles que entram em combustão, mas foram capazes de evitar a morte após ter uma mão ou pé queimado. O sentimento de superioridade, orgulho ou fé daqueles que não sofreram efeitos maléficos, mas foram sim, nutridos ou alterados de alguma forma para melhor.

O que estaria acontecendo com o Sol? Seria ele o causador desses efeitos? Seria a camada de ozônio ou alguma outra camada nova? Foi uma experiência do governo? Alienígenas? Deus? Faz parte de uma seleção natural? Tem a ver com os pecados de cada um? Com a bondade ou índole de cada ser? Por que os animais não são afetados? Ou são?

Que outros efeitos a luz do sol pode ter sobre os seres?

Causa alergia, alimenta, simplesmente arde, esfria em vez de esquentar, cega, causa alucinações (visuais, táteis, sonoras), faz rir, deprime, engorda, emagrece, envelhece, rejuvenesce, mata instantaneamente, muda cor da pele, faz com que se ouça os pensamentos de quem está sobre a luz solar, dá força, dá vigor, deixa invisível, dá fome, cura de doenças, … mas só enquanto estiverem sob a luz do sol. Saiu, volta tudo ao normal… menos quem já mór-réu!

E aí? Isso iluminou suas ideias? Que outros efeitos podem ser atribuídos? Que conjuntos de efeitos podem ser aplicados a diferentes gêneros de histórias? Exemplo, se quero escrever um thriller ou drama, podemos atribuir somente os efeitos mais mortais e, quem sabe, um ou outro que leve as pessoas, apesar de todo o sofrimento, a se exporem à luz na esperança de…

Outro jeito de lidarmos com isso é fazendo com que os efeitos sejam sempre os mesmos em todo mundo, mas a cada X tempo, quando o sol está mais perto ou mais longe do planeta, os efeitos são outros. Podemos dizer que num ano todos riem ao sol. X anos depois, todos são curados de pequenas mazelas. Mais X anos e todos rejuvenescem poucos anos… até que num belo dia, no primeiro em que os efeitos deveriam começar, talvez durante um festival de comemoração desse fenômeno, algo de ruim aconteça. Ou mortes ou doenças ou algo negativo, mas não terminal. (essa foi uma colaboração do @thiagocfm)

好吧! É isso…

Até o próximo post!

Polineusa desligando…

Do virtual para o real

Idéia #000326

Olá!!

Gostaria de iniciar publicando neste blog dizendo que não é de meu interesse polir as idéias que vos trago. Eu as exporei e questionarei, numa tentativa de instigar em cada um de vocês, mais questionamentos para que estas idéias cresçam e, um dia, possam se tornar matéria-prima de histórias surpreendentes.

Também gostaria de esclarecer que sou uma Musa especializada em mundos. Creio que, a enorme maioria das coisas que sussurro nos ouvidos dos escritores são direcionadas ao mundo a ser povoado. Poucas ideias serão voltadas a personagens e situações específicas. Não estou, no entanto, dizendo aqui que elas não poderão povoar este blog ou meu twitter.

Iniciemos com um twitter de 1 dia atrás: E se um empresário inescrupuloso criasse um jogo online de MMORPG onde tudo se refletisse no mundo real? Não estou me referindo à magia, mas à tecnologia. Lugares dentro desse jogo seria computadores específicos, atacados em jogo e na real.

Não compreendo como funcionam as coisas virtuais nem como se dá o hackeamento de grandes empresas e a invasão que tanto ocorre por aí. Descobrir isso é trabalho de vocês. Contudo, trago-lhes a idéia onde um empresário consegue, de alguma forma, criar um jogo que se passa num mundo de fantasia e onde cada cidade deste mundo representa alguma grande corporação/empresa real. Dentro de cada cidade (corporação), cada casa e cada coisa que lá aconteça, representa alguma coisa/ação contra aquela corporação.

Esta idéia não dará, necessariamente, fruto a algo finalizado, mas poderá crescer e se juntar a muitas outras idéias e pode, quem sabe um dia, servir de pano de fundo para algo supimpa.

Discorram sobre, dêem suas idéias, critiquem, ampliem, xinguem, questionem.

E não façam de conta que não leram… ME DÊEM OUVIDOS!!! E comentem!

Até o próximo post!