Sobre crgondim

I'm a genuine writer-wannabe who definitely wants to be a writer.

Storymatic

Há quanto tempo, não!? Quase um ano.

Shame on me!

Tanto tem acontecido nesses últimos meses… mas deixarei isso para o C.R. contar no seu blog. Aqui no meu venho apresentar um novo brinquedinho que encomendamos para ajudar C. R. em suas criações. Também, serve como jogo, party game, mas o objetivo era mesmo o de mexer com a arte da criação.

O joguete é chamado de The Storymatic e consiste em umas trocentas cartas com Prompts. Digo, com pedaços de informações. Cada carta traz uma info que você deve usar da maneira que quiser.

1. Uma maneira interessante seria exercitar sua capacidade criativa puxando uma carta e se desafiando a usar a info que vier nela no que quer que esteja escrevendo agora.

2. Você pode puxar quantas cartas quiser, indo a partir de uma, e sair criando uma história, adicionando mais e mais cartas para ver até onde consegue ir.

3. Usar as “regras” que acompanham o jogo. Uma delas diz para você tirar 2 cartas douradas (esquerda) e criar o personagem principal a partir delas. Depois, pegue 2 cartas cobre (direita) e crie a história. Elas são os pontos de partida, mas não precisa se ater somente a elas.

Para escritores, eles dizem que tente escrever a partir delas, sem fugir do que trazem. Escreva o máximo que puder sem criar além e, depois de escrito a base, você pode voltar e começar a criar em cima disso. Sugestão interessante.

Bem, eu estava querendo sugerir uma brincadeira. Que tal se todo mês eu sortear 4 cartas, propondo que escrevamos um resumo de uma história, uma sinopse, e dos participantes votamos no melhor? Valendo um livro? Que tal!?

Tenho aqui uma pilha de Criaturas, do Rochett Tavares.

O que me dizem!?

Vamos fazer um teste?

Vou sortear as cartas douradas que deverão ser usadas para construir o personagem.

1. Pessoa que não consegue parar de pensar no sonho de ontem à noite.

2. Pessoa que não pode mais esperar.

E as cartas cobre são:

1. Lavanderia (daquelas que você vai e coloca as roupas pra lavar você mesmo).

2. Passos.

E aí? O que te vem na cabeça?

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Criando uma criação

Olá, seres!

Como estamos?

Muita coisa planejada pra esse final de ano?

Hoje eu gostaria de trazer uma tentativa de mostrar-lhes como meu processo criativo funciona. Se é que eu mesmo o entendo, rs.

E sem mais delongas, vamos direto ao ponto.

SONHOS. Não tenho como fugir deles. Eles governam meu processo de criação. Eles dão o pontapé inicial, quando não ditam toda a ideia.

Fase 1. recolhendo sonhos e inspirações.

Sendo bem aleatório, digamos que eu tenha um sonho num dia qualquer, say, 13/07, onde me vejo flutuando juntamente com amigos durante uma festa. Ninguém toca o chão. Ninguém toca o teto. Não caminhamos jamais.

Eu acordo e anoto isso em meu diário com a etiqueta “ideia crua” ou “ideia não trabalhada” e “sonho”. Sim, eu mantenho um diário de sonhos.

Digamos que após um tempo eu tenho outro sonho. Não estou cogitando aqui os sonhos entre o primeiro citado e este próximo, estou apenas querendo mostrar que meu processo pode se valer de sonhos bem espaçados entre si.

Então, no dia 22/11 eu sonho com seres humanos fracos que se rastejam no solo, mendigando por um pouco de alimento. Eu, dentre os que caminhavam eretos, os ignorava e continuava com minha vida. Os “mendigos” viviam abaixados e era quase um crime levantarem-se.

Logo mais, no último dia do ano, sonho com uma chuva de “bilas” (pra vocês é “bola de gude”) transparentes do tamanho de olhos que ora se quebram e ora se desmancham. Elas passam a fazer parte de tudo, fundem-se com chão, plantas, pessoas, paredes, objetos. Até que um dia eles refletem olhos e sabemos que estamos sendo observados por um ser superior.

Fase 2. Trabalhando as ideias cruas.

Ora, aqui temos 3 ideias bem distintas.

  1. uma festa onde ninguém toca o chão ou o teto. Ninguém caminha.
  2. aos mendigos indigentes é proibido andar ereto.
  3. chuva de bilas que se fundem com tudo e depois abrem-se como olhos.

O sonho a. me lembra de Wall-E. Ninguém faz esforço, nem toca o chão. Não andam. No sonho não teria sido passada a ideia de não fazerem esforço, no entanto. Mas eles não tocam o chão por escolha? Não podem? Não devem? O que os faz flutuar? Capacidade própria? Vontade? Tecnologia?

O sonho 1. é bem compatível com o sonho 2. Em vez de andar ereto, aqueles que não são mendigos flutuariam e não tocariam o chão. Poderia ser imundo, impuro. OU, podem haver 3 níveis. Os que flutuam, os que andam eretos e os mendigos.

Já o sonho 3. eu vejo como complemento de 1. e 2. Quem sabe bolas caíram do céu num belo/triste dia da chegada de invasores. Eles queriam o planeta por 1001 motivos e eram, na verdade, quase tão humanos quanto nós. A única diferença é que eles não podem tocar o solo por algum misterioso motivo. Os olhos não só vigiam e deduram como compelem os infratores a se curvar. Os não infratores permanecem eretos e os ETs flutuam, tornando-se, com o tempo, a elite.

Mas eis que embora todos os infratores vivam para servir e divertir os demais, um descobre que os ETs em contato com o chão do nosso planeta morrem (problema seu como vai explicar isso, rs). O indigente passa a treinar com o tio, que possui uma companhia de bufões para divertir a elite, e desenvolve uma forma acrobática de ataque e defesa. Ela usaria muitos saltos e isso poderia ser usado contra os ETs forçando-os ao chão. Só esquecemos de uma coisa… os OLHOS. Eles estão em todos lugares. Como ser invisível a eles? Bem… talvez sendo um indigente já o torne invisível suficiente.

Então, o que resta é só colocá-lo numa apresentação X para um grupo Y da elite e planejar um ataque à classe dominante. Quem sabe descobrir o que os faz flutuar e desligar tudo. Quem sabe os OLHOS os façam flutuar.

Quem sabe alguma tentativa de descobrir como flutuam faz com que os ETs usem os olhos para atingir a todos os eretos, castigando-os por deixarem que uma rebeliam surgisse. E, quem sabe, agora que só existiam duas classes, a dos que flutuam e a dos que “rastejam”… a brincadeira se tornasse bem diferente, hein?

Fase 3. Forno por tempo indeterminado.

É isso mesmo. Essas criações são bem espontâneas, assim com foram agora. Não me utilizei de nenhuma ideia ou sonho que tive, apenas olhei para imagens aleatórias e fui escrevendo, tentando criar algo do zero.

Então, deixo tudo fermentar. Com o tempo o que não era claro poderá se explicar e o que era explicado poderá perder o sentido. Outros sonhos virão e outras ideias. Novas fusões e novas fissões acontecerão.

Fase 4. Outline.

Aqui eu uso (normalmente) o Monomito para estruturar a ideia atual em algo que pareça uma estória com começo-meio-fim. Mas aqui não será o ponto final antes de realmente sentar e escrever. Pode ser, mas não é.

Digo, Aqui crio um OUTLINE da estória. É como se eu contasse ela toda com bullets pulando de um evento importante ao próximo sem me preocupar com detalhes.

  • Beltranardo é um Indigente. Ele ajuda na limpeza de um restaurante bastante conceituado entre os Eretos e os Acrofobianos.
  • Durante uma limpeza Beltranardo presenciou um acontecimento curioso. Ele viu um Acrofobiano tocar acidentalmente o solo e cair desacordado.
  • Beltranardo guardou aquilo para si por um tempo, enquanto via ao seu redor a arrogância e o medo impostos na sua “estirpe”, até mesmo pelos demais humanos, os Eretos.

E assim vou criando até ter um OUTLINE satisfatório. Depois disso posso levar ao forno novamente ou ir para a próxima fase.

Fase 5. Expandir Outline.

Creio que o nome dessa técnica é a do FAVO DE CRISTAL ou BOLA DE NEVE. Não lembro. Mas ela consiste em ir expandindo ideias simples em outras mais complexas, vez após outra, até chegar no ponto ideal (ao seu critério).

Assim…

  • Beltranardo é um Indigente. Ele ajuda na limpeza de um restaurante bastante conceituado entre os Eretos e os Acrofobianos.
    • Ele mora com tios desde que seus pais foram mortos.
    • Ele não sabe como os pais foram mortos.
  • Durante uma limpeza Beltranardo presenciou um acontecimento curioso. Ele viu um Acrofobiano tocar acidentalmente o solo e cair desacordado.
    • Ele correu para ajudar, mas foi impedido. Ele ficou observando de longe, mas não teve certeza se a criatura morrera ou não.
  • Beltranardo guardou aquilo para si por um tempo, enquanto via ao seu redor a arrogância e o medo impostos na sua “estirpe”, até mesmo pelos demais humanos, os Eretos.
    • Um acidente banal acontece no restaurante envolvendo Beltranardo onde ele acaba também evitando um pior acidente, não deixando um Acrofobiano tocar o solo. Em retribuição, ele é despedido.
    • Beltranardo, que não aceitava se humilhar como os tios que trabalhavam de Bufões, acaba tornando-se um peso em casa, sem conseguir mais empregos.
  • Beltranardo começa a achar que está sendo seguido, mas ninguém acredita. Ele diz achar ser pelo que viu, mas o fato dos Acrofobianos não poderem tocar o solo é algo sabido… a não ser que ele tenha visto algo mais e não tenha se tocado da importância.

GENTE, É ISSO!

Não tem mais mistério a partir daqui. A Fase 5 e 3 podem se repetir por muito tempo até que eu tenha uma estória interessante. Depois vêm as lapidações, os cortes, os aprimoramentos de personagens e tudo e tal.

É válido dizer que a Fase 2 é ótima quando acontece com mais de uma cabeça-pensante. A ajuda de terceiros é de grande valia por poder trazer novos ângulos e isso pode fazer uma diferença absurda. Isso pode fazer sua ideia tomar novos rumos, assim como novos sonhos, mas digo que conversar com amigos/conhecidos é sempre bom.

Só um adendo… esta “conversinha” com terceiros para se trabalhar uma ideia foi uma das ideias centrais para que eu criasse a Polímnia Neurastênica. Eu tinha a esperança de poder ajudar os interessados nessa fase do processo de criação. Espero um dia ainda poder fazê-lo. rs.

Será que ajudei?

Boas festas, feliz 2012 e muito sucesso a todos.

Poli.

Diários diários

O título é tão somente uma forma de me alfinetar, relembrando-me de quando iniciei a usar o ViJournal (Mac, iPad, iPhone) para guardar todo e qualquer pensamento que pudesse sofrer alguma mutação e vir a se tornar algo interessante para se escrever. Quero dizer, era pra ser colocado algo lá diariamente. Infelizmente isso nunca ocorreu.

Venho aqui mostrar-lhes como organizo (se é que posso atrever-me a usar essa palavra) meus pensamentos. Primeiro existe o ViJournal, programa que cria entradas diárias de texto, som ou vídeo. Algo bem simples. E após 2 anos de uso, ele está assim…

É visível qual dos diários é o mais utilizado. Aquele chamado Sombras é o mesmo Mundo que hoje apenas chamo de “Meu Mundo“, por não achar que Sombras ainda adequado.

Abaixo, anexo a imagem da última entrada neste diário (Sombras), onde tento pela primeira vez fazer uma divisão do tempo de existência do universo em eras. Nada definitivo, mas não ficou muito longe do que acho ideal. Como isso foi apenas uma ideia solta, não é algo que considero já incorporado na história.

O sistema de busca é semelhante ao do Word ou de qualquer outro programa com tal opção. Isso facilita buscar o que preciso no meio da bagunça que costumo fazer. Acredite, é bem mais fácil e rápido que buscar lembranças em meu HD cerebral, rs.

Outro programa que uso bastante é o Springpad, para iPad, iPhone, web e existe como extensões para alguns navegadores. Ele não faz nada diferente do Evernote, mas após quase um ano tentando me acostumar com o Jotalhão, vi o quanto o Springpad era “melhor” quando vi que em apenas um dia já o utilizava sem precisar me forçar para tanto. E quando digo “melhor“, refiro-me a algo bem pessoal mesmo. Enfim, este é o meu Springpad:

Ele é o motivo pelo qual falho em criar entradas no ViJournal, pois adicionar entradas ao Springpad é mais fácil e rápido. É vero que me prontifico para transferir o que coloco no SP para o Journal, mas isso nunca acontece. 😦

E voltando ao elemento criativo da coisa… vou dar-lhes uma ideia do que é cada uma dessas entradas… os nomes são apenas palavras pelas quais me lembro do que se tratam de uma forma mais rápida. Poucos mantiveram/manterão esses títulos.

Alfa-beta: uma aventura em um planeta onde todos os seres possuem normalmente duas personalidades bem distintas. Quem foge à regra sofre de algum distúrbio a ser tratado.

Blogs: ideias para os meus dois blogs.

DaM: ideia que inicialmente me causou uma certa vergonha por ter vindo de um clip da Britney Spears. Em um mundo à beira de seu fim, a única forma de se prevenir a própria morte é dançando para entidades… enfim. Se quiser ver o clip, clica no nome da fulana-que-não-canta e tira o som. O que me importou foram algumas imagens do clip. Ah, claro, a ideia já vinha de outro lugar… MATRIX RELOADED.

Delerium: Delerium foi uma palavra tirada de um projeto musical (assim como Enigma) para nomear um jogo de RPG que criei e mestrei para amigos. Ele todo se passa no mundo dos sonhos. Isso deve ter sido por volta de 2005 ou antes. Sou péssimo com datas. Depois de algum tempo me ocorreu a ideia dos MenteCaptus. São pessoas peculiares com a habilidade de se jogar na mente das pessoas e interagir lá dentro em busca de informações e na tentativa de resolver problemas. Acho que MenteCaptus não está mais na lista por ter fundido as ideias.

DeZumanos: aventura em um mundo onde a única diferença entre os “humanos” e os “desumanos” é seu QI. Desumanos são aqueles tratados como animais num planeta onde animais como os conhecemos na terra não existem. O Z foi brincadeira com o FormiguinhaZ e com o fato da estória girar em torno de dez desumanos.

Frank: foi um conto escrito pra uma antologia a ser lançada pelo Rochett Tavares. Embora ela esteja no meu blog, não costumo divulgá-la por causa da antologia. Ela se passa durante o holocausto.

Gerações: Estória de várias gerações de um povo que encontrou uma forma única de conviver com a natureza, tornando-se um com ela através de transplantes de órgãos por frutas especiais.

Interseções: estória ainda crescendo… ela gira em torno da ideia de que “cada ser humano é um universo em si”.

Mario e o Caneco: nem devia estar mais aí. Duvido que o termine. Ele estava sendo escrito para um concurso. A estória conta a jornada de um menino tímido que se vê mudado no maior brigão do colégio e do bairro e que para isso bebia de um (a) caneco(a) que lhe dava a força e coragem de que precisava.

O Cubo: Este tevo o nome mudado para Nova Era. Assim como Gerações, tenho vontade de contar a estória de várias épocas diferentes através de inúmeros contos. Ele traz o que aconteceu após a morte do último ser humano em nosso planeta. “O Cubo” era o nome inicial, mas após escrever um conto para a última versão do concurso do FCdoB, acabei nomeando o conto e a estória toda “Nova Era”.

O Eixo do Tempo: Esse será uma casca dura em minha vida. O pensamento inicial é: e se nos deslocássemos no tempo e o espaço passasse, invertendo as ideias de tempo e espaço.

Oldar: Não me recordo de onde veio esse nome, mas é a estória de povos cujas formas de comunicação e percepção diferem absurdamente, causando interessantes acontecimentos.

Sombras: Eu sou INCAPAZ de explicar em menos de 3 horas tudo que espero que Sombras seja. No entanto, como foco, a estória traz vários grupos com crenças e organizações diferentes, trabalhando duro para impedir (ou não) o fim do mundo.

Sonhos: tento colocar aqui meus sonhos, mas acabam ficando espalhados por todo canto.

Super: estorinha pessoa que crio somente na mente enquanto tento pegar no sono… há mais de uma década… talvez duas. Um dia me perguntei POR QUE MOTIVO mantê-la somente em minha mente?

VanPyro: Como o nome diz… tem a ver com vampiros… e fogo. É a estorieta de um senhor de terceira idade que é tornado um vampiro e jogado no meio de um ritual de união de tribos. Quando a coisa não dá certo e as tribos começam a guerrear, ele se encontra no meio da disputa e sem entender ainda o que está acontecendo com seu corpo.

Zumbis: São as incontáveis regras zumbizóicas que criei para escrevem contos e livros levando-as em consideração. Cheguei a propor a ideia para o Rochett e outros e se desse certo, poderíamos criar uma antologia apenas com essas regras unindo todos os contos.

Mago: Informações sobre meu personagem de um jogo de RPG que estou jogando.

O Quarto do Sobrado: ideia de um conto onde um homem que procurava um apartamento para alugar, encontra um sobrado com preço bem acessível. Nele, apenas uma cama infantil. Sobre ela, um livro de estória… ele começa a ler e se vê obcecado em contar, não só aquela, mas qualquer história para… a cama?

TTC: informações e decisões sobre meu trabalho de conclusão do curso de especialização em Design Gráfico.

Mnemoniac: minha tentativa de criar uma criatura nova, assim como lobisomens, vampiros, zumbis…

Costumes: listas de costumes humanos que gosto de fazer quando vejo coisas que fazemos todos os dias, mas se pararmos para pensar… pq agimos assim?

Música: Tem a ver com o POST passado, onde tentei escrever músicas para espairecer.

O binóculo, o espelho, o álbum de fotografia e a mulher de meia idade: hahaha um conto que não sei onde vai parar.

De mãos atadas: Conto em que me construo como um assassino serial levando em consideração manias e esquisitices minhas.

O Buraco na Parede: Ideias pros contos que postei ONTEM.

Vale lembrar que as seguintes ideias surgiram em sonhos que tive e anotei: Sombras, O Cubo, Zumbis, Super, O Quarto do Sobrado, Gerações, O binóculo…, DeZumanos e Alfa-Beta. O resto me veio durante meus banhos, onde recarrego minha pilha criativa. RS.

Outros programas (Mac) similares ou não ao ViJournal, mas que me auxiliam em minha empreitada: Contour, OmniWriter, MacJournal, Pear Note, TimeFlyer e MindNode.

Espero que tenha sido interessante…

Até a próxima!

Alter-ego da Polineura

As Cantigas

Olá, criaturas de luz e de trevas!

Como estamos todos?

Hoje quero falar de algo que meu alter-éguo começou a fazer e que o tem deixado bem absorto em pensamentos: escrever letras de música.

Bem, vamos do começo. Ele faz parte de um grupo que está mais para um trio, ou dupla se levar em consideração que um é “café-com-leite”, e sendo um dos membros do grupo um músico, este nos propôs escrevermos letras de música para vermos o que saia. No encontro posterior ao da proposta, o músico chegou não só com letra mas com uma tímida gravação que fez de si cantando sua criação ao violão. E ele foi o único.

Eu passara uma semana tentando, misturando palavras, trocando ideias com outras fontes, buscando sensações e frustrando-me ao extremo. Resultado, 0 bytes. Nada.

Analisamos a letra escrita por este amigo, conversamos sobre o que mudaríamos, demos outras dicas e paramos para ler algumas músicas horrorosas de cantores nacionais que, quando cantadas, ficam belíssimas. É como se perdessem o real sentido da palavra na voz e melodia.

Mais uma semana tentei e nada. O que me ocorreu? “Vou tentar em inglês”, que apesar de não ser um idioma de meu total domínio, ele me parecia ser mais elástico e melódico.

E o que quero dizer com tudo isso? Qual o motivo de estar falando disso? Ora, tendo meu alter-ego uma terrível incapacidade de síntese e objetividade, nada melhor que escrever uma música. Não me refiro à melodia e tal, só à letra mesmo. E o que seria ela se não uma síntese do que importa numa história?

Eu indico que você escolha um personagem (seu ou de outrem) e escreva uma música em sua voz. Pegue uma cena de um livro ou um livro inteiro, sei lá.

Só posso dizer que ele adorou o resultado, mesmo não estando no melhor inglês, rimando nem nada. Afinal, é apenas o primeiro passo.

E pra exemplificar os dotes musicais (cof, cof!) de meu alter-ego, ai vão duas letras baseadas no conto “A Mãe de Deus“.

Disgraced Light

Don’t lie

E você? Já tentou escrever alguma letra de música? Como se saiu? Gostou do resultado?

Você acha que o exercício te trouxe algum benefício quanto à escrita de contos/romances/etc?

Se não tentou ainda, vai lá e depois me diz como foi. OK!?

It’s bed time!

Testadas da Neurastência

A Morte

Olá pessoas…

Como estão todos nesta noite de quinta-feira? Mortos?

Não sei aí, mas aqui tínhamos a expressão “morto dentro das calças”.

Então… e já que estamos falando nisso, por que não continuarmos?

Morte.

Palavra forte.

Às vezes parece distante, quando não perdemos ninguém próximo e ainda não passamos pela incrível experiência de se ter um pedaço nosso arrancado… e por mais que já estivéssemos esperando por aquilo, a experiência é, ainda assim, incrível, pois a negação se faz presente e não aceitamos que a dona morte tenha chegado tão perto de nós e levado o que havia de melhor ao nosso lado.

Morte.

Nascemos e crescemos sob um manto protetor que nos mantém longe da ideia a todo custo e, mesmo que tentemos tocar no assunto, ele é evitado por todos, sábios, ignorantes, corajosos, medrosos, jovens, velhos, sãos, doentes… todos. O que torna o assunto ainda mais curioso e, não fosse paradoxal (pois parar morrermos bastamos viver), gostaria de saber até onde vai a negação de que um dia TODOS MORREMOS.

E o que significa morrer para mim?

Deixar de existir. Cessar de ser. Parar de pensar.

E o que a morte de outrem me traz?

Sentimento de vazio, de dor, de falta, de lugar desocupado, de esquecimento, de medo.

E a morte é o meu maior medo?

Sim.

Qual o próximo na lista (tirando aranhas)?

Demência.

Eu tenho pavor da ideia de perder minha capacidade lógica (se a tenho mesmo) e minhas faculdades mentais. Tenho pavor de não ser capaz de saber quem sou e do que gosto e de quem gosto. E o mais interessante: já convivi de perto por muitos anos com pessoas próximas que passaram por isso. Eu as vi se perderem no tempo e definharem dia após dia enquanto eu ficava me segurando em pequenas memórias e objetos, outrora bugigangas, agora relíquias de uma vida que se foi.

É a voz que muda e você esquece como costumava ser. É o cheiro da cama que toma lugar daquele perfume que sempre usava. São os sons das manhãs que não são mais os mesmos… nada mais é igual. E nada disso tem volta.

E no fim da trilha… você sabe.

Mas… “e se…” eles voltassem?

E se a morte não fosse o fim da linha? E se existisse outra estação antes do céu, paraíso, limbo, inferno? E se essa estação fosse, a Terra?

O quê? Zumbis? Nah! Sai pra lá. Não gosto de zumbis.

Mas acredite, eles te adoram. Principalmente suas partes mais macias.

Eu falei da morte e dos meus medos para explicar o motivo desse monstro conseguir, num só corpo, reunir a metáfora de meus maiores pesadelos. Seria matar “dois coelhos com uma caixa d’água só”.

E o que é um zumbi?

  1. alguém que morreu e voltou.

Pronto? De certa forma, sim. Acho que a partir daí podemos trabalhar com 1001 regras para deixar esse mundo onde sua história se passará em algo realmente interessante.

Já brincaram com biologia, com religiões, com alienígenas, outras dimensões, … e acho que não tem muito mais o que inventar. Qualquer outra coisa vai cair em uma dessas “classificações”.

E como assim “regras”??

Bem… vou dar-lhes uns exemplos.

  1. zumbis são criaturas lentas.
  2. zumbis precisam de cérebro para sobreviver.
  3. zumbis que passam X tempo sem se alimentar, definham e “morrem”.
  4. uma vez machucado por um zumbi, ele te caçará pela eternidade para terminar o serviço.
  5. pessoas mortas voltam como zumbis (sempre).
  6. ninguém torna-se zumbi por causa de alguma infecção. É apenas os céus com raiva de seus filhos.

E assim vai…

Podemos tornar as coisas mais interessantes, no entanto.

  1. nem todo zumbi é lento. Alguns correm, outros saltam, outros se enterram…
  2. zumbis sentem vida. Não adianta não fazer barulho. Se você tá vivo, corra, não se esconda.
  3. Se você foi machucado por um zumbi, depois de um tempo não precisará se preocupar com os demais pois você recebeu a marca da morte e “pertence” ao que te machucou. Porém, não ache que estará à salvo, pois ele VIRÁ por você.
  4. zumbis reagem à fé. eles têm certa repulsa, mas isso só os atrasará. É sua forma de dizer aos céus que, mesmo assim, você ainda acredita nEle.
  5. zumbis sentem dor quando feridos com ossos, mas não de outro zumbi.
  6. depois de muitas mortes, um zumbi torna-se mais forte, mais ágil, mais antenado. Seu radar para detectar vida está mais potente. Se você está na lista de um desses, perca as esperanças.

Acho que deu para entender, não!? Acho que é um mundo vasto e que pode comportar de tudo. Você pode contar a história de um personagem que foge do próprio pai zumbi, que matou toda a família e está já bem forte, mas que era a pessoa que você mais amava no mundo e até então não foi capaz de revidar, apenas fugir.

Você pode contar a história de um grupo de pessoas unidas por serem caçadas por um mesmo zumbi ou grupo de zumbis.

Você pode contar a história de uma pequena cidade… de uma capital… de um continente… do mundo destruído…

E você?

Qual seu maior medo depois da morte?

Que regras você usaria para contar uma história com zumbis?

E se a pessoa que mais ama se tornasse uma criatura dessas?

Vamos trocar umas ideias?!!?

Vou deixar vocês com um vídeo fantástico.

Boa noite!

Boa sexta!

A Neura.

PostScript: E se você é fã de zumbis, dá uma olhada no blog do Rochett Tavares. Lá tem muita coisa legal sobre eles.

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1 ano 10 meses e 8 dias
22 meses e 8 dias
96 semanas e 5 dias
677 dias

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Sendo Super

Olá, super-seguidores!
Como estamos todos?
Super?
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Já deu pra notar aonde estou indo com tanto “super”, né?
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Bem, farei aqui aquela famosa perguntinha… Se vocês tivessem um super poder ou conjunto de poderes, qual(is) seria(m)?
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Agora vamos para as considerações. Eu não quero ouvir respostas vazias e sem intenção não. E quero que vocês levem em conta suas vidas HOJE… Se você HOJE tivesse um ou vários poderes… Quais seriam?… Por que e, o mais importante, como isso mudaria a sua vida?
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Sabe qual o meu preferido? Telecinese. Mas adoro pensar nele além do óbvio. Eu levo a ideia da telecinesia ao nível subatômico. Minha ideia de telecineta é quase a de um deus, podendo mover átomos e criar coisas do nada.
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Mas quais as questões que TER PODERES levanta? Você já se perguntou? Você está certo de que seria capaz de ser super?
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Primeiro tem o problema da identidade. Não vamos pensar que um par de óculos nos serviria. Depois, tem o problema que pede que tenhamos uma identidade secreta: separar a vida super de nossa vida normal. Proteger nossos entes queridos.
Mas e o peso de se poder fazer algo extraordinário?
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Se imagine com o poder da cura. Você consegue enxergar o problema que isso lhe traria? Primeiro tem o problema religioso… Depois tem o problema social… Por que não curar a todos? Você teria fôlego pra isso?
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E os que chegariam oferecendo dinheiro para furar a fila? Ah, você não cura por dinheiro? Bem, os médicos tão aí pra provar que usar suas habilidades de cura para ganhar dinheiro não é pecado. Se eles podem, por que você não? Policiais ganham também pra proteger. De repente a imagem do Capitain Amazing não é tão absurda assim, com seu uniforme cheio de patrocínios.
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E quem merece sua cura? Quem chegar primeiro? Quem for mais influente? Quem tiver mais dinheiro?
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Você tem capacidade psicológica necessária para ter esses poderes? Como você lida com momentos de tensão e stress? Quando provocado? Quando humilhado? Você cortaria (sem querer) a cabeça de um babaca que te tirasse do sério com o raio que sai de sua boca?
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E se você pertence a uma minoria ou simpatiza com sua causa? Como é quando você dá de cara com tanta intolerância e hipocrisia no mundo? Dá vontade de destruir tudo e reconstruir do zero, não!?
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E se a única salvação da humanidade está em suas mãos, filho de Deus pai, todo poderoso, enviado por Ele mesmo à terra para livrar os pecadores de sua eterna dor?
E se o culto ao lado só ora e louva nas horas mais inoportunas? Você vai mostrar-lhes o caminho do paraíso?
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E a lei? Você se encaixa nela? Você está acima dela?
E você em relação aos humanos?
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Ora, se por vezes alguém se sente mais que outros por ter um celular melhor ou um carro melhor, por que motivo isso seria diferente se você pudesse mais? Voar? Criar imensas bolas de fogo? Controlar os elementos? (adoro série como THE 4400, que trazia uma nova forma de se ver habilidades extraordinárias. Os poderes eram bem específicos e serviam a propósitos específicos. Fascinante!)
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O pensamento é o seguinte: quando você anda, você se importa com as pequenas formigas aos seus pés? Quantas formigas e baratas e outros insetos você matou ontem? Não lembra? Isso acontece por você não se importar com eles.
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Será que você mudaria sua forma de pensar e ver o mundo uma vez que o mundo ao seu redor passaria a ser visto com outros olhos? E se você descobrir que existe vida após a morte… por que a vida continuaria tão importante?
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São muitas questões e acho que nada que tenha falado aqui é novidade. Só digo uma coisa… a maior mentira da humanidade é dizer que “deus dá o cobertor de acordo com o frio”. Isso é balela pra fazer os mais fracos acreditarem em si e em sua capacidade de superar as dificuldades. Nem todo mundo supera.
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E você? Superaria a dificuldade de um dia acordar Super ou isso não seria dificuldade?
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Um super-tial pra vocês.
Stay creative!
A Neura.
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PS: deixo vocês com a cantiga A Place in Time da abertura de THE 4400. Só eu sei a falta que sinto dessa série.
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Ps2: Ah, aproveito e deixo a dica também da interessante série Alphas.
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[atualizado]

Seu espaço de 13set

Olá pessoas!

Como estamos?

Hoje eu quero trazer para este blog uma ideia roubada de outro blog. A ideia é a de compartilhar fotos e fatos sobre aqueles seus espaços especiais onde você se tranca no seu mundinho para escrever ou para ler. Eu sempre gostei de ver a bagunça ou a organização dos outros, para me inspirar em como me organizar ou para me sentir menos bagunceira. Mas o fato mais importante não é o quão arrumado ou não seu cantinho é, mas o porquê daquele ser “O” lugar que melhor te permite ler e/ou escrever.

Isso para lhes mostrar que não adianta somente me ter ao pé do ouvido se o lugar onde vocês estão não ajuda!!

Então, começarei invadindo o cubículo do auto-intitulado “writer-wannabe who wants to be a writer”, C.R.Gondim (@gethbond no twitter).

Ele nasceu em 1974, supostamente em Fortaleza, e sempre diz precisar fazer as contas por não lembrar mais da idade. Eu diria que ela está avançada já se não lembra algo tão usual em nossas vidas, rs. Formado em Publicidade e Propaganda pela UNIFOR, com uma breve parada (de 5 anos) em Engenharia de Alimentos (UFC) antes de se decidir pela comunicação, hoje tenta desesperadamente terminar sua especialização em Design Gráfico pela Fa7.

C.R. Gondim, que prefere ser chamado de Renato, diz ter problemas de concentração e por isso tem grandes problemas com a leitura. Assim, alega não ter um lugar próprio para devorar livros, uma vez que apenas os mordisca.

“Na verdade, o melhor lugar para eu ler é num avião, de onde não tenho fuga. Lá, numa viagem de, pelo menos, 8 horas, consigo ler muita coisa.”

Quanto ao seu lugar preferido para escrever, Renato diz ser seu cubículo em frente ao computador e rodeado por anotações para TODOS os lados. (Desculpem a redundância)

Ele não se acha nada organizado. E quem sou eu para discordar, mas uma coisa é notória… sua organização com o material que usa para escrever.

Seu horário preferido para escrever é à noite, quando o sol já se pôs e os barulhos do dia já se foram. O aspirante a escritor também diz que prefere estar só, sem nenhuma alma ou ser “respirante” por perto (me? not included!), mas acredita ter maior capacidade de concentração ao escrever que ao ler e, por isso, ainda tolera alguém em casa quando escreve.

Cheio de vontades esse rapaz, não!? Rs!

Bem, é isso! Sintam-se livres para fazer perguntas ou sugestões para C.R.Gondim e para essa nova “coluna” do blog que pretendo fazer sempre que possível.

Espero que tenham gostado.

Obrigado @gethbond pelas fotos e informações e, por favor, tire aquele par de meia da bancada antes de tirar a foto numa próxima vez.

blog do futuro-autor C.R.GONDIM

Obrigada!

A Neurôtica

‎”Escreva todos os dias. Crie o hábito de colocar suas observações em palavras e, gradualmente, isto se tornará instintivo. Esta é a regra mais importante de todas e, naturalmente, eu não a sigo.” Geoff Dyer

A luz que vem de cima

Olá…

É a Neurastênica que vos fala.

Hoje perguntaram quando eu postaria algo novo e acabei por me comprometer a isso. Digo, pra HOJE.

Eu estou constantemente twittando pequenos lampejos que me ocorrem e que repasso ao @Gethbond na esperança de que ele os utilize de alguma forma. Contudo, sei (sabemos) que as ideias não surgem tão simplesmente assim, mas em união com outras e outras e outras. Assim, o que ele não gosta ou que, até o momento, não lhe serviu de nada, vai para uma listinha .txt que fica sempre aberta aqui na tela e de onde tiro os temas para trazer para vocês.

Li e reli essa lista e finalmente me decidi por um dos twitts… que foi…

“e se o sol começasse a agir de diferentes formas sobre as pessoas, tornando-se tóxico pra umas e alérgico para outras?”

Eu diria que esta história seria uma ficção/aventura ou drama, dependendo do ângulo abordado. Pode ser uma aventura dramática fictícia. rs.

Imaginem-se em suas camas, acordando cedo, por volta das 6 da matina. Seu bairro ainda silencioso, talvez por ser mais residencial, longe da barulheira de um centro comercial. Você abre os olhos e vê que o sol mal invadiu seu quarto. Você se levanta e vai ao banheiro quando ouve um grito. Você corre para a janela de seu sobradinho e vê a vizinha sendo consumida por chamas vorazes. Outros que tentam socorrê-la de alguma forma não notam imediatamente, mas algo acontecia com eles também.

O pior já passou e as autoridades estão chegando para apurar o caso enquanto o marido da churrasco começa a reclamar da vista que lhe falha e outro vizinho vê sua pele mudando de cor diante de seus olhos.

A partir daí nota-se um mundo entrando num caos sempre crescente onde as pessoas só se sentem seguras longe da luz solar.

Eu vejo a incerteza do que poderá acontecer àqueles que não se expuseram ao sol. A incerteza daqueles que se expuseram e não sabem se algo está acontecendo com seu corpo ou se acontecerá. O medo daqueles que entram em combustão, mas foram capazes de evitar a morte após ter uma mão ou pé queimado. O sentimento de superioridade, orgulho ou fé daqueles que não sofreram efeitos maléficos, mas foram sim, nutridos ou alterados de alguma forma para melhor.

O que estaria acontecendo com o Sol? Seria ele o causador desses efeitos? Seria a camada de ozônio ou alguma outra camada nova? Foi uma experiência do governo? Alienígenas? Deus? Faz parte de uma seleção natural? Tem a ver com os pecados de cada um? Com a bondade ou índole de cada ser? Por que os animais não são afetados? Ou são?

Que outros efeitos a luz do sol pode ter sobre os seres?

Causa alergia, alimenta, simplesmente arde, esfria em vez de esquentar, cega, causa alucinações (visuais, táteis, sonoras), faz rir, deprime, engorda, emagrece, envelhece, rejuvenesce, mata instantaneamente, muda cor da pele, faz com que se ouça os pensamentos de quem está sobre a luz solar, dá força, dá vigor, deixa invisível, dá fome, cura de doenças, … mas só enquanto estiverem sob a luz do sol. Saiu, volta tudo ao normal… menos quem já mór-réu!

E aí? Isso iluminou suas ideias? Que outros efeitos podem ser atribuídos? Que conjuntos de efeitos podem ser aplicados a diferentes gêneros de histórias? Exemplo, se quero escrever um thriller ou drama, podemos atribuir somente os efeitos mais mortais e, quem sabe, um ou outro que leve as pessoas, apesar de todo o sofrimento, a se exporem à luz na esperança de…

Outro jeito de lidarmos com isso é fazendo com que os efeitos sejam sempre os mesmos em todo mundo, mas a cada X tempo, quando o sol está mais perto ou mais longe do planeta, os efeitos são outros. Podemos dizer que num ano todos riem ao sol. X anos depois, todos são curados de pequenas mazelas. Mais X anos e todos rejuvenescem poucos anos… até que num belo dia, no primeiro em que os efeitos deveriam começar, talvez durante um festival de comemoração desse fenômeno, algo de ruim aconteça. Ou mortes ou doenças ou algo negativo, mas não terminal. (essa foi uma colaboração do @thiagocfm)

好吧! É isso…

Até o próximo post!

Polineusa desligando…

Vampiros e Vampiros

Olá, gentê!

Por enquanto não irei me preocupar tanto com a baixa frequência no blog por que, ainda assim, estarei atingindo um dos objetivos a que me propus: deixar registrado um espaço de ideias para que os interessados o acessem.

Então, vamos destilar o próximo assunto que foi do twitter “Lembrei de um sonho no qual eu me tornava um vampiro sempre que colocava minhas lentes de contato (grau). Meus dentes eram de vidro.”

Primeiro quero fazer uma pergunta: Quem somos nós para limitarmos o que um vampiro representa? Digo, existem tantas incontáveis versões folclóricas para tal criatura que não vejo um motivo lógico para querermos dizer que um vampiro é dessa ou daquela forma. Se você quer que o seu brilhe no sol, problema seu. Também não sou obrigado a gostar, mas não acho que esteja em nossas mãos dizer que este é ou não um “vampiro”.

Tendo dito isso, vou para a segunda pergunta: E o que é um vampiro? Para mim é um ser amaldiçoado a viver eternamente… e para isso, precisa se alimentar da vida dos homens.

Quando digo amaldiçoado, quero dizer que ser um vampiro não estava bem em seus planos. Quando eu digo que ele se alimenta da vida, não me refiro somente ao sangue, pois alguns sugam a energia vital de suas vítimas.

Seria só isso? Claro que não… eu escrevi a primeira coisa que me veio à mente. E a primeira palavra foi MALDIÇÃO. E isso é MINHA opinião, que fique bem claro. É desta forma que costumo pensar.

Mas vamos ver as características mais comuns dos vampiros pop soltos por aí.

1. problemas com o sol – uns não toleram, outros apenas ficam mais fracos, e os mais “comuns” não sobrevivem quando expostos.

2. sangue – check! Todos bebem sangue. Digo, precisam, mas uns são vegan (rs).

3. dentes – para beber sangue, mas no Fome de Viver, com David Bowie e Catherine Deneuve não era bem assim.

4. força – normalmente sobre-humana, mas em Being Human (UK) eles não parecem ter essa força toda.

5. velocidade – alguns mais outros menos velozes, mas em um filme dos anos 90 que não consigo agora encontrar referência alguma, ele tão somente era um homem com dentes afiados que não morre nunca a não ser exposto ao sol.

6. caixão – acho que está ultrapassado, mas alguns precisam de terra/areia de sua terra natal para dormir.

7. sentidos – é a mesma coisa da força e da velocidade… alguns os tem melhorados, outros não. Em uma mesma história podemos encontrar estas diferenças entre eles, vide qualquer um da Anne Rice antes de ser tocada por Jesus.

… acho que podemos listar muitos detalhezinhos como “não poder deixar de contar grãos”, “ser vulnerável à prata”, “ter medo da cruz”, “não atravessar água corrente”…

ahahah! Lembrei até de um filme cômico onde para se transformar alguém em vampiro tinha de se morder a vítima 3 vezes. E para reverter o processo, bastava-se reativar o trato digestório. Weird?!

Bem, tudo isso para dizer que quem faz o vampiro não são simplesmente seus atributos, poderes e defeitos, mas sua história. Vampiros que não sofrem e não se vêem amaldiçoados acabam parecendo super-heróis ou super-vilões tão somente. Não que não possam ser, mas estes acabam por fugir de seu manto de sugador de vida e caçador da noite. Quer queiramos ou não, o que é popular é que “dita” um pouco de como os vemos.

Então, por que não brincar com esses poderes, essas vantagens, com as desvantagens, com o sofrimento e criar algo verdadeiramente novo?

Algo que acabou de me ocorrer… eles têm espírito? Onde estariam os espíritos dos vampiros? Poderia ser esta a forma de se livrar da maldição, liberando seu espírito de algum lugar, algum limbo, alguma relíquia, algum lugar amaldiçoado?

E que tal dizer que quando um homem é infectado, a força mística do sangue e a vontade de seu criador lutam constantemente para separar o espírito do instinto, separar a humanidade da bestialidade. E toda vez que essa besta toma conta, pelo motivo que for, é como se tivesse uma experiência extra-corpórea, pois ele se destaca do próprio corpo e assiste ao banho de sangue que se segue.

E se o vampiro é uma criatura mantida por uma força mágica, por que ele mesmo não ser mágico? Digo, indo na contramão do blablablá que temos hoje em dia com tanta explicação biológica e lógica do porquê ele existe e como funciona. E temos mesmo que saber disso tudo? Ele pode até relatar como se sente, como vê as coisas e como interage diferente agora que é um novo ser, mas nem por isso todas as conclusões que tira são necessariamente corretas.

E se o vampiro é desdentado e rouba vida com um beijo, deixando para trás um corpo seco? Eu vejo os Sleepwakers do Stephen King como vampiros.

E se vampiros são mais difíceis de serem criados? Muita gente pode morrer envenenada pelo sangue do vampiro e somente uma % bem pequena ressurge. E isso pode levar muito tempo fazendo com que a pessoa surja decrépita e aos pedaços, precisando de muito sangue/vida para se recompor.

E se pessoas infectadas morrem, voltam como zumbis e somente após muito se alimentarem tornam-se vampiros? Mas unir duas criaturas? E por que não? Drácula também transformava-se em algo meio lobo meio homem.

E se os vampiros, após beberem o sangue das vítimas injetam, pelos próprios dentes (como cobras), o que as tornará vampiros? Aqui já estou tirando seu sangue da equação. Afinal, ele é um ser mágico, não precisa ter nada visível no sangue (bacterias, virus, etc) se não quisermos.

E quanto às desvantagens? Reflexo no espelho, só entrar numa casa se convidado… isso tudo você pode ver no Dark Prince como as superstições de seu país se incorporaram na lenda de Drácula, que acabaram sendo transmitidas pra figura do vampiro. E que tal buscarmos superstições nossas e distorcê-las um pouco. Seria muito trash dizer que leite com manga mata um vampiro? Ou comer feijoada à noite? LOL!

E a pergunta que não quer calar: por quê um morcego? Tá eu sei… é uma criatura da noite e existem morcegos vampiros (hematófagos). Mas, se “existem” lobisomem e panteromem, por que não existiriam outras criaturas “similares” com “base” num bicho diferente? Quero dizer, em algumas histórias vemos pessoas amaldiçoadas a se tornarem animais na lua cheia. O pano de fundo parece bem semelhante. Então, não vejo mal em se ter vampiros que tendam à outras criaturas que não o morcego. Ok… eu sei que vampiro não é uma cruza de gente com morcego, mas em muitas retratações, é.

Em Drácula vemos que é como se as lendas dos vampiros e lobisomens surgissem dele, pois ele tanto toma a forma de morcegos como de homem-lobo. E diga-se de passagem, adoro quando o lobisomem é um híbrido de respeito e não um lulu. Então, quer me dizer que ele pode tomar a forma do que quiser? Morcego, ratos, vapor, lobo…

E por que vampiros não são apenas criaturas da escuridão que tomam a forma humana para se alimentar? Isso me lembra aquele filme Mutação, das baratas gigantes que imitam homens para se aproximar das vítimas. Naquele mesmo filme que mencionei lá em cima (Dança Macabra ou da Morte), vampiros não são humanos infectados. São outra raça. Eles não estão mortos, e nascem de mamães vampiras.

Aqui voltando pra alimentação, temos muita coisa pra servir de rango pros dentuços. Se lhes falta vida, que seja a energia vital que os alimente. Se falta sangue, talvez por estarem mortos e não mais o produzirem, que seja o ouro rubro seu prato predileto. Se lhes falta um espírito… por que não, então, ser esta a sugestão do chef? E quando o espírito estiver destroçado, depois de várias visitas do ser, ele pode escolher doar-lhe seu sangue místico para que a vítima mantenha-se viva, mesmo sem seu espírito. E como estes vampiros morreriam? Eu digo que se perderem todo o sangue eles morrem. Quem sabe, se quiserem manter o sol como um elemento chave, podemos dizer que a luz do sol pulveriza o sangue… ou algo assim.

O que acham? Dentre todos já criados, quais são aqueles que melhor representam a classe? Como é um vampiro para você?

É isso…

Até o próximo post!

A Neurastênica.

A Fonte – A contra-origem de Polímnia

Olá, pessoas!

Hoje resolvi postar uma triste história que, por não ter passado disso, tornou-se um feliz conto de como “eu” passei a existir.
Confuso?

Antes desse blog ter um nome, C.R.Gondim dentre várias outras opções, chegou a uma idéia que (segundo ele) era muito boa. Eu não acho. :oP

Vamos a ela…

A Fonte de Argabosha

A historieta é sobre uma fonte em um reino perdido no tempo/espaço. Neste reino todos são amaldiçoados e não terem ideias. Sempre que surge uma lacuna em suas vidas, eles recorrem à fonte que lhes joga algo como resposta. No entanto, a Musa que vive na fonte se alimenta de memórias e conhecimentos, que é a base das ideias que dá àqueles que a procuram. Quando a noiva de um fazendeiro fica presa em um buraco, ele recorre à Musa. Ela, por inveja do amor que o fazendeiro sentia por sua futura esposa mas, pede em troca as memórias que ele tem da noiva. Ele se recusa, mas sabe que sem ideias ele não a verá novamente. Então a musa lhe desafia. Ela dará uma ideia que, se ele conseguir usá-la, a Musa liberaria todas as ideias que possui, também devolvendo a capacidade criativa à todos do reino. Se não, todo o conhecimento dele e da noiva seriam seus.

________

Bem, o tcham seria que a Musa da Fonte de Argabosha passaria a se expressar através do blog e tudo mais nele envolveria este reino… A forma de escrever, fotos e etc. Enfim, trabalho demais! LOL!
Anda bem, pois pela queda desta idéia, eu passei a existir.

Até o próximo post!
Polímnia