Vampiros e Vampiros

Olá, gentê!

Por enquanto não irei me preocupar tanto com a baixa frequência no blog por que, ainda assim, estarei atingindo um dos objetivos a que me propus: deixar registrado um espaço de ideias para que os interessados o acessem.

Então, vamos destilar o próximo assunto que foi do twitter “Lembrei de um sonho no qual eu me tornava um vampiro sempre que colocava minhas lentes de contato (grau). Meus dentes eram de vidro.”

Primeiro quero fazer uma pergunta: Quem somos nós para limitarmos o que um vampiro representa? Digo, existem tantas incontáveis versões folclóricas para tal criatura que não vejo um motivo lógico para querermos dizer que um vampiro é dessa ou daquela forma. Se você quer que o seu brilhe no sol, problema seu. Também não sou obrigado a gostar, mas não acho que esteja em nossas mãos dizer que este é ou não um “vampiro”.

Tendo dito isso, vou para a segunda pergunta: E o que é um vampiro? Para mim é um ser amaldiçoado a viver eternamente… e para isso, precisa se alimentar da vida dos homens.

Quando digo amaldiçoado, quero dizer que ser um vampiro não estava bem em seus planos. Quando eu digo que ele se alimenta da vida, não me refiro somente ao sangue, pois alguns sugam a energia vital de suas vítimas.

Seria só isso? Claro que não… eu escrevi a primeira coisa que me veio à mente. E a primeira palavra foi MALDIÇÃO. E isso é MINHA opinião, que fique bem claro. É desta forma que costumo pensar.

Mas vamos ver as características mais comuns dos vampiros pop soltos por aí.

1. problemas com o sol – uns não toleram, outros apenas ficam mais fracos, e os mais “comuns” não sobrevivem quando expostos.

2. sangue – check! Todos bebem sangue. Digo, precisam, mas uns são vegan (rs).

3. dentes – para beber sangue, mas no Fome de Viver, com David Bowie e Catherine Deneuve não era bem assim.

4. força – normalmente sobre-humana, mas em Being Human (UK) eles não parecem ter essa força toda.

5. velocidade – alguns mais outros menos velozes, mas em um filme dos anos 90 que não consigo agora encontrar referência alguma, ele tão somente era um homem com dentes afiados que não morre nunca a não ser exposto ao sol.

6. caixão – acho que está ultrapassado, mas alguns precisam de terra/areia de sua terra natal para dormir.

7. sentidos – é a mesma coisa da força e da velocidade… alguns os tem melhorados, outros não. Em uma mesma história podemos encontrar estas diferenças entre eles, vide qualquer um da Anne Rice antes de ser tocada por Jesus.

… acho que podemos listar muitos detalhezinhos como “não poder deixar de contar grãos”, “ser vulnerável à prata”, “ter medo da cruz”, “não atravessar água corrente”…

ahahah! Lembrei até de um filme cômico onde para se transformar alguém em vampiro tinha de se morder a vítima 3 vezes. E para reverter o processo, bastava-se reativar o trato digestório. Weird?!

Bem, tudo isso para dizer que quem faz o vampiro não são simplesmente seus atributos, poderes e defeitos, mas sua história. Vampiros que não sofrem e não se vêem amaldiçoados acabam parecendo super-heróis ou super-vilões tão somente. Não que não possam ser, mas estes acabam por fugir de seu manto de sugador de vida e caçador da noite. Quer queiramos ou não, o que é popular é que “dita” um pouco de como os vemos.

Então, por que não brincar com esses poderes, essas vantagens, com as desvantagens, com o sofrimento e criar algo verdadeiramente novo?

Algo que acabou de me ocorrer… eles têm espírito? Onde estariam os espíritos dos vampiros? Poderia ser esta a forma de se livrar da maldição, liberando seu espírito de algum lugar, algum limbo, alguma relíquia, algum lugar amaldiçoado?

E que tal dizer que quando um homem é infectado, a força mística do sangue e a vontade de seu criador lutam constantemente para separar o espírito do instinto, separar a humanidade da bestialidade. E toda vez que essa besta toma conta, pelo motivo que for, é como se tivesse uma experiência extra-corpórea, pois ele se destaca do próprio corpo e assiste ao banho de sangue que se segue.

E se o vampiro é uma criatura mantida por uma força mágica, por que ele mesmo não ser mágico? Digo, indo na contramão do blablablá que temos hoje em dia com tanta explicação biológica e lógica do porquê ele existe e como funciona. E temos mesmo que saber disso tudo? Ele pode até relatar como se sente, como vê as coisas e como interage diferente agora que é um novo ser, mas nem por isso todas as conclusões que tira são necessariamente corretas.

E se o vampiro é desdentado e rouba vida com um beijo, deixando para trás um corpo seco? Eu vejo os Sleepwakers do Stephen King como vampiros.

E se vampiros são mais difíceis de serem criados? Muita gente pode morrer envenenada pelo sangue do vampiro e somente uma % bem pequena ressurge. E isso pode levar muito tempo fazendo com que a pessoa surja decrépita e aos pedaços, precisando de muito sangue/vida para se recompor.

E se pessoas infectadas morrem, voltam como zumbis e somente após muito se alimentarem tornam-se vampiros? Mas unir duas criaturas? E por que não? Drácula também transformava-se em algo meio lobo meio homem.

E se os vampiros, após beberem o sangue das vítimas injetam, pelos próprios dentes (como cobras), o que as tornará vampiros? Aqui já estou tirando seu sangue da equação. Afinal, ele é um ser mágico, não precisa ter nada visível no sangue (bacterias, virus, etc) se não quisermos.

E quanto às desvantagens? Reflexo no espelho, só entrar numa casa se convidado… isso tudo você pode ver no Dark Prince como as superstições de seu país se incorporaram na lenda de Drácula, que acabaram sendo transmitidas pra figura do vampiro. E que tal buscarmos superstições nossas e distorcê-las um pouco. Seria muito trash dizer que leite com manga mata um vampiro? Ou comer feijoada à noite? LOL!

E a pergunta que não quer calar: por quê um morcego? Tá eu sei… é uma criatura da noite e existem morcegos vampiros (hematófagos). Mas, se “existem” lobisomem e panteromem, por que não existiriam outras criaturas “similares” com “base” num bicho diferente? Quero dizer, em algumas histórias vemos pessoas amaldiçoadas a se tornarem animais na lua cheia. O pano de fundo parece bem semelhante. Então, não vejo mal em se ter vampiros que tendam à outras criaturas que não o morcego. Ok… eu sei que vampiro não é uma cruza de gente com morcego, mas em muitas retratações, é.

Em Drácula vemos que é como se as lendas dos vampiros e lobisomens surgissem dele, pois ele tanto toma a forma de morcegos como de homem-lobo. E diga-se de passagem, adoro quando o lobisomem é um híbrido de respeito e não um lulu. Então, quer me dizer que ele pode tomar a forma do que quiser? Morcego, ratos, vapor, lobo…

E por que vampiros não são apenas criaturas da escuridão que tomam a forma humana para se alimentar? Isso me lembra aquele filme Mutação, das baratas gigantes que imitam homens para se aproximar das vítimas. Naquele mesmo filme que mencionei lá em cima (Dança Macabra ou da Morte), vampiros não são humanos infectados. São outra raça. Eles não estão mortos, e nascem de mamães vampiras.

Aqui voltando pra alimentação, temos muita coisa pra servir de rango pros dentuços. Se lhes falta vida, que seja a energia vital que os alimente. Se falta sangue, talvez por estarem mortos e não mais o produzirem, que seja o ouro rubro seu prato predileto. Se lhes falta um espírito… por que não, então, ser esta a sugestão do chef? E quando o espírito estiver destroçado, depois de várias visitas do ser, ele pode escolher doar-lhe seu sangue místico para que a vítima mantenha-se viva, mesmo sem seu espírito. E como estes vampiros morreriam? Eu digo que se perderem todo o sangue eles morrem. Quem sabe, se quiserem manter o sol como um elemento chave, podemos dizer que a luz do sol pulveriza o sangue… ou algo assim.

O que acham? Dentre todos já criados, quais são aqueles que melhor representam a classe? Como é um vampiro para você?

É isso…

Até o próximo post!

A Neurastênica.

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